Retrospectiva Adelia Sampaio no IMS: filmes e debate histórico

Você sabia que Adelia Sampaio foi a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, construindo uma carreira de mais de cinco décadas rom...

Você sabia que Adelia Sampaio foi a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, construindo uma carreira de mais de cinco décadas rompendo barreiras em uma indústria cinematográfica historicamente excludente?

Para celebrar sua trajetória e impacto, o Atrações Musicais Festival Cinema Brasília 2025: Programação e Destaques do IMS Paulista lança a Retrospectiva Adelia Sampaio: se eles apagam, a gente reescreve, com exibição de Filmes com Jenna Ortega para não ficar com saudade de Wandinha dirigidos e produzidos por ela, além de títulos que influenciaram sua obra.

Além da Programação Gratuita de Filmes em Setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu que inclui clássicos como Adulto não brinca e Amor maldito, Adelia estará presente na abertura para um debate com o público, proporcionando um diálogo essencial sobre representatividade e resistência.

Você poderá conferir essa inspiradora mostra, que reúne dez títulos da cineasta, incluindo uma seleção especial de longas de Nelson Pereira dos Santos e Carlos Diegues em formato 35mm e 16mm, refletindo sobre as mulheres pioneiras na direção no cinema brasileiro.

Saiba mais sobre essa e outras programações culturais como a programação gratuita de filmes em setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu e a atrações musicais no Festival Cinema Brasília 2025.

Adelia Sampaio: pioneira e legado no cinema brasileiro

Adelia Sampaio é referência fundamental na história do cinema brasileiro. Nascida em 1944, ela tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil com o emblemático filme Amor Maldito (1984).

Sua carreira, que atravessa mais de cinco décadas, é marcada por uma notável resistência e abertura de espaços em uma indústria tradicionalmente excludente.

Sua trajetória, adelia rompeu

Em sua trajetória, Adelia rompeu barreiras ao abordar temas até então negligenciados no cinema nacional. Seu filme Amor Maldito, por exemplo, foi pioneiro ao retratar um relacionamento lesboafetivo e as discriminações sociais enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+.

A obra é centrada no julgamento de Fernanda, acusada da morte da namorada Sueli, baseada em casos reais, com falas extraídas dos autos do processo e da imprensa da época.

Segundo Adelia, “o filme tem muito a minha visão de mundo”, refletindo sua luta contra preconceitos que marcaram tanto sua obra quanto sua vida.

Reconhecendo relevância sua contribuição,

Reconhecendo a relevância de sua contribuição, o Cinema do IMS Paulista dedica, entre os dias 16 e 30 de 7 Lançamentos Imperdíveis no Prime Video em Setembro 2025, a retrospectiva Retrospectiva Adelia Sampaio: se eles apagam, a gente reescreve.

As sessões incluem dez Filmes variados chegam aos cinemas brasileiros nesta quinta (11) dirigidos ou produzidos por ela, exibidos em cópias digitais e analógicas, com destaque para títulos que influenciaram sua filmografia, convidados para a carta branca que o IMS concede aos seus homenageados.

Na abertura, Adelia participa de um debate com o público, ao lado da pesquisadora Edileuza Penha de Souza e da cineasta Renata Martins.

Ao realizar essa homenagem, o IMS reafirma a urgência de reconhecer e difundir a obra de uma cineasta que tensiona silenciamentos históricos. Seu legado vai além dos Invocação do Mal: Ranking dos 10 Filmes Mais Lucrativos da Franquia de Terror, apontando para novas possibilidades de compreensão do cinema brasileiro.

Essa mostra integra um eixo curatorial dedicado às mulheres pioneiras da direção, seguindo exemplos prévios, como a homenagem a Ida Lupino, e continua o compromisso do IMS com as vozes historicamente marginalizadas no audiovisual nacional.

Para os interessados em outras programações que celebram a diversidade e o cinema nacional, vale conferir a Programação Gratuita de Filmes em Setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu, uma excelente oportunidade de explorar múltiplas perspectivas do nosso cinema.

A programação da Retrospectiva Adelia Sampaio no IMS Paulista

Filmes dirigidos e produzidos por Adelia: destaque e diversidade

A Retrospectiva Adelia Sampaio no IMS Paulista reúne uma seleção cuidadosa de dez filmes essenciais, entre longas e curtas-metragens dirigidos ou produzidos pela cineasta pioneira.

Destaque especial para a sessão de abertura, em 16 de setembro, às 19h, com a exibição de Adulto não brinca (1980) e Amor maldito (1984).

Essas obras revelam aspectos centrais da trajetória de Adelia e sua capacidade de abordar temas sensíveis e inovadores.

O filme Amor maldito, por exemplo, é um marco histórico, sendo o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra no Brasil e pioneiro na representação de relacionamentos lesboafetivos.

A programação contará ainda com curtas que exploram diferentes dimensões sociais, como Denúncia vazia (1979) e Scliar, a persistência da paisagem (1991), ampliando o entendimento sobre a diversidade temática da cineasta.

A mostra permanece até 30 de setembro, convidando o público a conhecer mais profundamente a obra de Adelia e seu impacto na cena cinematográfica brasileira.

Cópias originais, digitalizações e a Carta Branca a Adelia Sampaio

Com o intuito de preservar a autenticidade do material exibido, a programação apresenta os filmes em cópias 35 mm e 16 mm, incluindo digitalizações antigas e recentes.

Essa escolha enfatiza o valor histórico das obras e oferece uma experiência única para os espectadores, conectando o passado ao presente do cinema brasileiro.

Além dos títulos da diretora, a Retrospectiva inclui também a Carta Branca a Adelia Sampaio, onde a própria cineasta seleciona longas que influenciaram sua filmografia.

Sessões especiais exibirão os presidentes clássicos Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos, e Xica da Silva (1976), e Chuvas de verão (1978), ambos de Carlos Diegues, com cópias digitais restauradas em 2K.

Esse diálogo entre obras é fundamental para entender a relevância da contribuição de Adelia, situando-a em uma tradição que tensiona e enriquece o cinema nacional.

Vale lembrar que, para mais opções culturais, vale conferir a programação gratuita de filmes em setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu, ampliando o acesso a produções importantes.

Debate com Adelia Sampaio e especialistas na abertura da mostra

A sessão de abertura da Retrospectiva Adelia Sampaio no IMS Paulista é um momento imperdível para os amantes do cinema brasileiro. No dia 16 de setembro, às 19h, o público poderá assistir aos curtas Adulto não brinca e o emblemático longa Amor maldito, ambos dirigidos pela própria Adelia.

A exibição desses filmes pioneiros precede um bate-papo enriquecedor com a diretora, a pesquisadora Edileuza Penha de Souza e a cineasta e roteirista Renata Martins.

Esse debate permitirá refletir profundamente sobre os desafios enfrentados por Adelia em sua trajetória, especialmente num cenário marcado por exclusões raciais e de gênero.

A conversa abordará o impacto cultural de sua obra, que abriu portas para mulheres negras na direção de longa-metragem no Brasil, discutindo inclusive como seu trabalho tensiona silenciamentos históricos dentro do cinema nacional.

Vale destacar que o evento é gratuito, com entrada mediante distribuição de senhas 1 hora antes, limitadas a uma por pessoa.

Essa medida garante organização e acesso para quem deseja vivenciar esse encontro com uma das figuras mais relevantes da história do cinema brasileiro.

Além disso, essa iniciativa reforça a importância da democratização do acesso à cultura, tema recorrente em outras programações, como a Programação Gratuita de Filmes em Setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu.

Assim, o debate na abertura da mostra não só celebra o legado artístico de Adelia Sampaio, mas também fomenta diálogos essenciais sobre representatividade e memória cultural. É uma oportunidade singular para ampliar entendimentos e valorizar uma carreira que revolucionou o cinema brasileiro, reafirmando seu compromisso social e artístico.

Análise dos filmes dirigidos e produzidos por Adelia Sampaio na retrospectiva

Marcos e pioneirismos na filmografia de Adelia Sampaio

A obra de Adelia Sampaio traz à tona temas pioneiros e audaciosos, consolidando seu lugar na história do cinema brasileiro.

Um exemplo emblemático é o longa-metragem Amor maldito (1984), considerado um marco por ser o primeiro dirigido por uma mulher negra no Brasil.

Além disso, o filme foi inovador ao abordar um relacionamento lesboafetivo e o preconceito enfrentado pela comunidade LGBTQIA+.

Centralizado no julgamento de Fernanda, acusada da morte de sua namorada Sueli, o roteiro se baseia em documentos reais, ressaltando o compromisso de Adelia com a autenticidade.

Ao discutir o filme, a diretora ressalta que ele reflete muito sua visão de mundo, principalmente sobre a condição da mulher e sua percepção social.

Antes de lançar seu primeiro longa, Adelia atuou na distribuidora Difilm, experiência que ampliou seu contato com a indústria cinematográfica e permitiu parcerias importantes, como com o fotógrafo José Medeiros.

Juntos, produziram Parceiros da aventura (1979), um filme policial que mostra a saga de um trio envolvido em roubo e sequestro.

Um destaque dessa produção é a defesa pioneira de um elenco majoritariamente negro, algo raro no financiamento de filmes da época.

Essa escolha reafirma a coragem de Adelia em abrir espaço para representações negras no cinema brasileiro.

Curtas e documentários: retratos sociais e pessoais

Além dos longas, a retrospectiva apresenta curtas-metragens significativos dirigidos por Adelia, como Denúncia vazia (1979) e Adulto não brinca (1980).

O primeiro retrata a difícil decisão de um casal de idosos que enfrenta a iminência do despejo, enquanto o segundo explora tradições populares, como a malhação do boneco de Judas nos subúrbios.

Esses trabalhos refletem o olhar sensível e crítico de Adelia às questões sociais brasileiras, mostrando realidades pouco abordadas no cinema tradicional.

Outro destaque da programação é o documentário AI-05: o dia que não existiu (2001), dirigido artisticamente por Adelia e com direção-geral de Paulo Markun.

O filme aborda os acontecimentos que levaram à decretação do Ato Institucional nº 5 durante a ditadura militar, conectando-se profundamente com a trajetória pessoal da cineasta.

Adelia sofreu duramente as consequências da repressão, como relata ter perdido um filho e ter familiares presos pela polícia.

Essa obra demonstra o compromisso de Adelia em preservar a memória histórica e contribuir para a discussão política no Brasil.

Assim, a retrospectiva expõe a diversidade da filmografia da diretora, reforçando sua relevância no cenário cultural e a importância de seu legado para as futuras gerações.

Para mais informações sobre programas que promovem a diversidade no cinema, confira também a Programação Gratuita de Filmes em Setembro no Centro Cultural Mestre Assis do Embu.

Carta Branca: as influências cinematográficas escolhidas por Adelia Sampaio

A Carta Branca oferecida ao IMS permite a Adelia Sampaio destacar obras que marcaram sua trajetória e influenciaram sua visão cinematográfica. Nesta edição, a programação inclui três longas-metragens emblemáticos: Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos, e Xica da Silva (1976) e Chuvas de verão (1978), ambos dirigidos por Carlos Diegues.

Essas obras representam momentos cruciais da história do cinema brasileiro e dialogam profundamente com a sensibilidade da cineasta.

Rio, Zona Norte é celebrada por Adelia não apenas pelo pioneirismo de Nelson Pereira dos Santos, mas pela conexão que estabelece entre o diretor e a icônica figura de Grande Otelo.

Além disso, ressalta-se a restauração em cópia 2K, garantindo qualidade visual para a exibição contemporânea.

Em Xica da Silva, Adelia destaca o papel central da atriz Zezé Motta e a fotografia marcante de José Medeiros, reforçando a importância da representação negra no cinema.

Já em Chuvas de verão, a atenção recai sobre a representação sensível de personagens idosos, especialmente pelas performances de Miriam Pires e Jofre Soares, que enriquecem as camadas emocionais do filme.

Essas escolhas refletem a amplitude da formação estética e política de Adelia.

Ela valoriza a diversidade de narrativas e a potência de cada trabalho para tensionar e ampliar as leituras do cinema brasileiro.

Ao apresentar esses filmes, o IMS reafirma o compromisso de preservar e difundir uma história plural e vital, reconhecendo trabalhos restaurados com excelência e que influenciam gerações.

Assim, a Carta Branca não apenas homenageia Adelia, mas também convida o público a revisitar referências fundamentais, conectando passado e presente em um convite à reflexão e ao diálogo.

Evento, ingressos e informações práticas para visitarem a mostra no IMS Paulista

A Retrospectiva Adelia Sampaio acontece entre 16 e 30 de setembro no IMS Paulista. As sessões são acessíveis, com ingresso a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada), permitindo ampla participação do público interessado em conhecer a obra da cineasta.

Uma exceção importante é a sessão de abertura, em 16 de setembro às 19h, que será gratuita, com direito a bate-papo entre Adelia Sampaio, a pesquisadora Edileuza Penha de Souza e a cineasta Renata Martins.

Para garantir organização, a distribuição de senhas para essa sessão começa uma hora antes, limitando o acesso a uma senha por pessoa.

Localizado na Avenida Paulista, 2424, o IMS está aberto de terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h.

O espaço é ideal para que visitantes possam desfrutar da programação dedicada a mulheres pioneiras do cinema brasileiro.

Além disso, interessados podem navegar pelo site do IMS para conferir datas e horários detalhados, e também explorar outras iniciativas culturais, como a programação gratuita de filmes em São Paulo, enriquecendo ainda mais a experiência cinematográfica.

Conclusão

A programação traz filmes dirigidos e produzidos pela cineasta Adelia Sampaio, além de títulos que influenciaram sua filmografia, oferecendo uma imersão rara na trajetória da primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil.

Ao revisitar sua obra e suas referências, o IMS Paulista não só celebra sua carreira de mais de cinco décadas, marcada por pioneirismo e resistência num cenário de exclusões, como também propicia ao público o encontro direto com Adelia, enriquecendo a experiência através do debate e da reflexão coletiva.

Não perca a oportunidade de participar desta mostra histórica: visite o IMS entre 16 e 30 de setembro para assistir aos filmes e ao debate inaugural com Adelia Sampaio e especialistas, e mergulhe nas múltiplas camadas de significados que essa retrospectiva oferece.

Assim, ampliamos nossa memória cultural e criamos caminhos para que novas vozes e histórias possam ser ouvidas, reafirmando que quando eles apagam, nós temos o poder de reescrever o cinema brasileiro.